
Campo Grande: rumo a uma rede de alta velocidade.
Em 27 de fevereiro de 2008, foi finalizada a ativação dos 240 pontos que serão conectados inicialmente no projeto de cidade digital de Campo Grande. São 80 escolas, 65 unidades de saúde, 66 unidades de assistência social (creches e centro de apoio psicossocial) e 29 outras unidades (secretarias e postos de atendimento ao turista). Todos os locais foram conectados em uma única etapa – ao todo, 8 mil computadores e 50 servidores de rede.
A iniciativa está sendo coordenada pelo IMTI - Instituto Municipal de Tecnologia da Informação, autarquia da Prefeitura Municipal de Campo Grande, responsável pelo projeto técnico e pela infra-estrutura de todas as localidades. A empresa FTD Comunicação de Dados foi contratada para fornecer e instalar os rádios Alvarion, escolhidos pelo IMTI.
O sinal é transmitido via tecnologia sem fio para os pontos da cidade, através de seis estações radiobase (ERBs) assim distribuídas: duas em torres de 30 metros construídas especialmente para o projeto; três em caixas d´água com cerca de 40 metros da Companhia de Águas do município, e uma em um prédio com cerca de 100 metros, cujo espaço para a ERB foi alugado.
As ERBs recebem e emitem os sinais da Remav - Rede Municipal de Alta Velocidade, que começou a ser instalada em julho. Com a Remav, a intenção é aumentar a velocidade e melhorar a administração da rede de dados do município, além de reduzir drasticamente os custos da conexão internet do município, antes dependente exlcusivamente das empresas de telecomunicações.
Desenvolvimento de software
"Como a infra-estrutura acaba de ser construída, somente agora iremos verificar as demandas nas áreas de segurança e turismo. Neste primeiro momento, estamos disponibilizando acesso a dados (internet e sistemas corporativos). Na próxima etapa, iremos disponibilizar acesso de voz", adianta Luiz Alberto Azevedo, diretor de Infra-estrutura e Serviços do IMTI. Desde a concepção do projeto até o término da instalação dos pontos de presença, foram 20 meses.
Paralelamente, para colocar conteúdo nessa rede recém-finalizada, o IMTI já vinha elaborando sistemas computacionais para a gestão municipal. Incluem-se programas para as áreas de gestão da educação, da saúde, tributária, de materiais e compras; softwares de indicadores de gestão georeferenciados, gerenciamento eletrônico de documentos, recuperação de créditos, execução fiscal e fluxo de processos também estão entre os que o IMTI tem produzido.
Há ainda os programas dedicados a contabilidade, tesouraria, execução orçamentária, execução fiscal, fluxo de processos e de controle de contratos e convênios, de frota e patrimonial.
"Os programas são plenamente adaptáveis a outros municípios, desde que atendidos os pré-requisitos tecnológicos", explica Gerson Tomi, Diretor de Desenvolvimento e Tecnologia do IMTI. Segundo ele, já há interesse de outras cidades nos programas desenvolvidos pela autarquia. "Recentemente a Prefeitura Municipal de Bauru, em São Paulo, contactou-nos a respeito do módulo de execução fiscal", completa.